Estamos de volta
 
Treinos de YOSEIKAN BUDO &               BOXE FEMININO
de segunda-feira até quinta-feira 
nos Sábados
                                             
  DOJO YOSEIKAN BUDO BRASIL
 
Rua Juiz da Costa Val 40 - Santa Efigênia
Belo Horizonte/MG
(31) 3286 3773         @: brasilyoseikanbudo@gmail.com
                                                                                                                       

Carta do Mestre Mochizuki

 

Ao mundo do Yoseikan                                                                                                                                                                                      Salon de Provence, o 27 agosto 2013

 

Este ano de 2013 foi marcado pelo 10 º aniversário da morte de meu pai, Mestre Minoru Mochizuki primeiro Soke do Yoseikan School.

Nomeado como seu sucessor na área de Budo da escola Yoseikan, eu senti todo o peso das responsabilidades em relação a essa herança, seja a respeito de transmitir e enriquecer os conhecimentos da Escola, mas também em garantir a sua sustentabilidade.

Em primeiro lugar gostaria de agradecer com essa carta seus alunos mais próximos, pelo seu apoio nesta missão e, especialmente, pelos seus esforços para preservar o espírito de trabalho, de pesquisa e justiça, objetivos do meu pai desde a criação do primeiro Hombu Dojo Yoseikan em Shizuoka em 1931 (Hitoyado Cho).

Como Soke da Escola Yoseikan desde 2000, eu tenho que lembrar publicamente a lista oficial dos Experts àqueles a quem meu pai deu, há quase vinte anos, o diploma "Menkyo Kaiden" (*). Ela foi publicada, a seu pedido, em abril de 1996, no Boletim da Organização Internacional do Budo YOSEIKAN. A lista é composta por:

1. MOCHIZUKI Hiroo 2. MURAI Kyoichi (†) 3. SUGIYAMA Shoji 4. MOCHIZUKI Tetsuma 5. MOCHIZUKI Kanji (†) 6. AKAHORI Katsutoshi 7. YAMASHITA Takeshi 8. SHINMURA Masaji 9. SUGIYAMA Seiichi 10. YOSHIDA Nobumasa 11. SUGIYAMA Tadashi 12. YAMAMOTO Kazumasa 13. MOCHIZUKI Seiichi (†) 14. TAKAHASHI Minoru 15. TEZUKA Akira (†) 16. WASHIZU Terumi 17. AUGÉ Patrick 18. KENMOTSU Hiroaki 19. FUKUJI Shigetaka 20. KAN Masaki 

Cabe a mim em primeiro lugar corrigir a omissão lamentável e inexplicável que fez desaparecer da lista o nome de Alain FLOQUET, anexado na Escola  Yoseikan desde 1958. Autor chave no desenvolvimento europeu da nossa escola, ele estava na lista original dos treze Menkyo Kaiden de 1992. Da mesma forma, eu gostaria de homenagear, enfatizando sua bondade infalível pela nossa escola, os nomes dos Srs. Masaji Shinmura, Kazumasa YAMAMOTO e Masaki KAN que sempre se mantiveram discretamente presentes, eficazes e fieis. Gostaria também de prestar homenagem ao Sr. Seiichi Mochizuki, que deixou uma impressão vívida em minha memória, tanto por sua liderança quanto por sua lealdade.

Como a minha família sabe, eu nunca prestei muita atenção aos títulos e as graduações. Por mais prestigiado que seja um diploma, raramente ele reflete o valor humano de um indivíduo. Que eu saiba, apenas o Menkyo Okuden (**) que o meu pai certamente merecia, parece corresponder a um verdadeiro ideal de realização pessoal.

 (*) O termo japonês "Kaiden" é muitas vezes incompreendido pelos estrangeiros, a quem equivale um ensino de técnicas secretas. Na realidade, este diploma ("Menkyo") corresponde à validação do domínio de todas as técnicas inculcadas por uma Escola, e equivale mais ou menos a um diploma de professor. (**) "Okuden" evoca a noção de profundidade, mas também de infinito, a entrada numa  área secreta e mais difícil de acessar. Este é o último nível de conhecimento, que combina o valor técnico e mental, o reconhecimento do gênio humano em sua capacidade de se projetar no futuro e reinventar os ensinos recebidos (e não apenas técnicos) para fazê-los evoluir de acordo com o contexto.

Neste ano de aniversário, parece apropriado falar com a grande família do Yoseikan para uma atualização sobre a posição atual da nossa Escola, esclarecer algumas áreas cinzentas e remover alguns mal-entendidos. Assim poderemos  considerar mais serenamente o seu destino.

• Alguns dos ex-alunos do segundo Hombu Dojo Yoseikan de Shizuoka (Daiku-cho, criado em 1950) optaram por cultivar a memória das primeiras pesquisas dos anos de 1959 a 1963. No entanto, sua participação, ignorada por muito tempo, não foi em vão e não pode ser reduzida a um simples conservatório desta parte do ensinamento do meu pai. Eles também, pela reputação que forneceram  em nome do Yoseikan, contribuíram para o sucesso da nossa Escola no mundo.

• Alguns dos meus primeiros alunos europeus como Alain FLOQUET (Aikibudo), Roland HERNAEZ (Nihon Tai-Jitsu), Guy SAUVIN (Sei Do Jyuku), ou outro mais tarde, como Gérard OLIVIER (Kempo) desenvolveram seu próprio método. Alguns ainda como Pascal LEPLAT (Chute Boxe), Jacques TAPOL (Karate) e muitos outros, se especializaram em uma disciplina de tal forma que eles foram capazes de crescer através de sua experiência e talento pessoal. Todos trouxeram sua pedra para o edifício das artes marciais através do desenvolvimento de um sistema que enriquece o património comum e assegura a sustentabilidade das técnicas. Que eles saibam que eu tenho orgulho em fazer parte na origem de suas pesquisas marciais pessoais.

• Outros profissionais, mais distantes, criaram seu próprio sistema, buscando a inspiração das pesquisas e da reputação da nossa Escola para promover seus experimentos. Seguem a isso problemas de legibilidade e legitimidade em que voltarei a falar mais tarde.

• No meu caso, eu optei em continuar a progressão na filosofia desenhada por meu pai a partir de nossos estudos conjuntos dos anos 50, motivado pelo mesmo espírito de investigação que lhe animou até o fim de sua vida. Além de um vinculo ou posto de parentesco, de grau ou de título, a herança do nome Yoseikan que ele me transmitiu salta dos meus olhos essencialmente seu sentido no uso que tem sido feito em relação à meta estabelecida pelo meu pai, ou seja, o trabalho de experimentação e inovação.

No início dos anos 60, depois da minha primeira viagem à Europa, nós frequentemente trabalhamos juntos meu pai e eu no tatame do 2 º Hombu Dojo Yoseikan. Eu era o assistente ou substituto desde a idade de 14 anos, meu pai era muitas vezes ausente ou indisponível devido a sua atividade profissional de fisioterapeuta. Foi neste dojo que o Jim ALCHEICK treinou na década de 50, às vezes com o meu pai, às vezes comigo mesmo. Eu estava naquele momento no terceiro dan de judô, 4 º dan de karate, 5 º dan de Aikido e 5 º dan de Iaido, e a maioria dos katas básicos foram criados a partir dessas sessões de trabalho entre meu pai e eu: Hyori no kata, Tai Sabaki no kata, Gen ryu no kata, Suwari wasa, o primeiro Hashakuken cuja forma inicial será esquecida e até Tai no kata - desenvolvido depois de ter assistido a uma demonstração de Sumo na televisão. Quanto ao kata Happoken, na forma transmitida por meu pai, a sua versão original foi ensinada para ele na China por um mestre originário de Okinawa. Só em 1964 que teve lugar em Mukoshikiji o terceiro Hombu Dojo Yoseikan em Shizuoka.

Hoje, em nosso quinto Hombu Dojo (Salon de Provence), eu me encontro na mesma situação com meus filhos Mitchi e Kyoshi durante os nossos treinos conjuntos quinzenais. Cada um tendo uma visão técnica e estratégica diferente, chegamos a algumas trocas  particularmente gratificantes. Eu aprendo muito com eles, como o meu pai pode ter aprendido comigo numa outra época me dando a sua experiência e conhecimento. É uma fonte de alegria permanente. Basta abrir os olhos para entender que não se aprende  só dos mais velhos, mas também dos jovens e até das crianças. 

Pessoalmente, estou orgulhoso e feliz pelo compromisso dos meus filhos, de sua bela complementaridade, dos seus talentos divididos equitativamente e da chama que eles carregam em relação à tradição familiar. Eu vejo melhor do que ninguém como a tarefa deles é difícil e como a posição deles é delicada. Eu, no entanto, tenho a certeza em saber que eles trabalham com total sinergia com um polo de técnicos e especialistas, porque é na partilha e na troca de competências que eles projetam o futuro da nossa disciplina. É uma visão que me enche, tendo sempre associado ao nome Yoseikan o conceito de "laboratório de pesquisa" e a noção de ajuda-mutua.

Poucas pessoas sabem disso, mas, embora formado por meu pai em kendo, judô, aikido, iaido e kobudo, foi a seu pedido que eu comecei a pratica do karate e do boxe no Japão. Ele também me encorajou a estudar o boxe francês apos sua volta de uma de suas primeiras viagens à França. Meu pai praticava poucos os atemis, mas o controle deles lhe parecia necessário para cumprir a missão que ele  me tinha confiado pessoalmente desde essa época:  realizar uma síntese das artes marciais. Essa era a sua principal ambição.

Deixando de lado um diploma de veterinário duramente conquistado e sacrificando meus sonhos juvenis para me dedicar a este objetivo, eu desisti da carreira profissional que eu pretendia para o Brasil. Meu irmão mais novo Tetsuma que planejou se juntar a mim no final de seus estudos de agricultura também teve que optar por uma trajetória de vida diferente. Foi assim que ele decidiu se especializar em fisioterapia como nosso pai.

Nosso irmão mais novo Kanji se juntou a mim na França desde 1976. Ele me acompanhou neste caminho com muito talento, até onde sua saúde permitiu. Ele participou tecnicamente na elaboração  do primeiro livro sobre o Yoseikan Budo publicado na França em 1979. Nós ainda estávamos juntos para trazer o nosso pai no Japão no final de 1999. Finalmente, Kanji nos apoiou durante os últimos anos da vida deste último. Todos os que o conheciam puderam apreciar, além de suas características técnicas superiores, o grande valor humano do Kanji. Esta é também a minha oportunidade para prestar homenagem a ele, porque, infelizmente, ele faleceu em junho de 2009.

Então, eu finalmente dediquei  minha vida às artes marciais. Isso me levou a desenvolver uma nova abordagem pedagógica conhecida como Yoseikan Budo. Centra-se na lógica comum (biomecânica, bem como tático) para todas as artes marciais. Eu me apoiei para fazê-lo sobre as noções fundamentais transmitidas pelo meu pai:

- conceitos de Ma, de Hyoshi, de Sen - estudo e desenvolvimento das estratégias e das pedagogias dos katas básicos.

Apesar das muitas armadilhas encontradas ao longo do caminho, eu tenho o sentimento que atendi às expectativas do meu pai e completei a tarefa que me foi atribuída . Eu ainda estou me dedicando  assiduamente, com paixão, honestidade e vontade inabalável  de partilhar e transmitir algo positivo.

Em junho de 1999, alertado sobre a saúde do nosso pai pelo meu irmão Tetsuma, eu  fui visitá-lo no Japão, com meus dois filhos em uma casa de repouso mediatizada onde que ele estava morrendo de tédio. Minha mãe tinha falecido quase 3 anos atrás, eu convidei meu pai a se estabelecer na França conosco, proposta que ele aceitou imediatamente com entusiasmo. A organização deste deslocamento não foi fácil, mas finalmente nós conseguimos superar os obstáculos administrativos e logísticos. Seguida a esta decisão do meu pai, nos o acolhemos em Aix-en-Provence, no final de 1999 e a sede (4 Hombu Dojo) do Yoseikan foi  naturalmente estabelecida em Aix.

Em 2001, a condição física e moral do meu pai foram significativamente melhoradas. Ele  passeava  regularmente em um parque atrás da nossa casa e praticava alguns exercícios. De sua cadeira de rodas, ele participava regularmente por mais de um ano dos nossos treinamentos como observador atento e apaixonado, inclusive sobre o novo sistema de Kihon e sobre apoio musical realizado por seu neto Mitchi. Eu ainda me lembro do seu desagrado quando eu não o despertava  para leva-lo.

Nas aulas ...

Convencendo o valor do nosso trabalho, ansioso em reunir a família Yoseikan e de lhe trazer oficialmente a sua gratidão, ele pedia por escrito aos seus alunos mais antigos Shizuoka de se juntar à nossa organização. A recusa deles lhe tocou profundamente e  duramente. Seguiu-se no Japão  certa agitação entre os mais tradicionalistas, levando à criação de uma organização chamada "Seifukai" essencialmente dedicada às técnicas de transmissão d’Aikijutsu ensinadas por meu pai. Os técnicos envolvidos, reivindicando de alguma forma uma posição de herdeiros espirituais, pediram a meu irmão mais novo Tetsuma na qualidade de Presidente. Ansioso para aliviar as tensões, ele aceitou este título em um espírito generoso de conciliação em conformidade com a sua verdadeira natureza.

No meu caso, eu respeito a sua liberdade de decisão porque eles não tinham nem mesmo o curso técnico, nem as oportunidades de encontro e de confronto e, mais importante, eles não foram investidos  da mesma missão de pesquisa  e desenvolvimento Internacional. Eu só lamento que nenhuma visita do Japão por um representante da Seifukai permitiu neste momento uma troca direta com o meu pai e eu mesmo. Isso teria permitido  fazer o ponto sobre as escolhas já claramente expressas na carta aberta de 1992 e durante a cerimônia internacional em 2000. E o mais importante, isso teria dado a oportunidade ao meu pai de confirmar em voz alta seus últimos desejos.

Infelizmente, a minha relação com o meu pai foi, por vezes pontuada por mal entendidos e incompreensões, geralmente alimentadas por outros e por várias razões. Meu afastamento prolongado do Japão fortemente favoreceu a propensão da manipulação e gosto pela intriga de algumas pessoas supostamente leais à nossa Escola. Eu lamento a competição totalmente fictícia dos  membros da minha família. Algumas ações me parecem claramente incompatíveis com os valores das artes marciais: a lealdade, honra e respeito – que  essas pessoas pretendem representar. Eu vejo com lamento um desvio cínico da noção de ajuda-mutua, cara ao meu pai.

De fato, só  no fim da sua vida que meu pai foi plenamente capaz de apreciar o alcance da nossa disciplina, observando o meu trabalho e o de seus netos durante os cursos regulares de Aix-en-Provence, aqueles  de nossos especialistas e estudantes em estágios internacionais os quais ele desejava participar até o seu  último suspiro. Ele, então, claramente confirmou esse resultado e eu tenho a satisfação em pensar foram suas ultimas alegrias passadas nesta terra.

No presente momento, e para meu grande orgulho, a Escola Yoseikan inspirada pelo meu pai e fiel à sua mente, é acima de tudo uma obra em continuidade, e não apenas a minha e a de meus filhos, mas também aquela de muitos técnicos que lhe enriquecem cada dia com suas contribuições pessoais.

No nível organizacional, onde estamos?

• A maioria dos praticantes entendeu a questão da experimentação e nos acompanham nos vários estágios da pesquisa ao longo dos anos, juntaram-se centenas de outros. Eles formam hoje uma bela promessa  do futuro para a nossa Escola.

• Para minha grande satisfação, profissionais que haviam saído de nossa dinâmica fazem hoje a escolha maduramente pensada em se juntar com os seus alunos a nossa organização Yoseikan sob os auspícios da  Federação Mundial Yoseikan (WYF). Agradeço-lhes a sua confiança e encorajo-os a partilhar conosco o resultado de suas experiências.

• Em paralelo, vejo que,  por cortesia e sem negar as suas fontes, os estudantes, os mais respeitosos  das escolhas da família Mochizuki foram capazes de mudar o nome de seus métodos, quando sua jornada pessoal levou-os a criar seu próprio sistema.  Eu agradeço  sua honestidade e sou grato.

• Finalmente, ao contrário , eu constato que, por força do hábito, por ignorância ou por causa da distância, o nome Yoseikan serve às vezes para designar sistemas pessoais sem vínculos com os da nossa Escola, o que provoca numerosas confusões para o grande público. O uso do nome de uma Escola de Budo não está só sob questões jurídicas, reduzindo assim o trabalho iniciado pelo meu pai a uma espécie de etiqueta. Por isso, eu sempre declarei publicamente que o termo " Yoseikan " não era uma simples marca registrada. Claro que entre o que é permitido ou possível, é da responsabilidade pessoal dos que se afirmam ser a nossa escola de manter um vínculo técnico e educacional regular com a referência Hombu Dojo. Eu peço então formalmente os responsáveis desses movimentos  ​​que não desejam trabalhar em estreita colaboração com a nossa organização global Yoseikan de fazer as mudanças de nome que são necessários e agradecê-los com antecedência.

A partir de agora, um melhor aproveitamento da nossa energia e uma repartição mais racional das tarefas permitem em  prever uma radiação otimizada para a nossa escola e estou muito contente. Podemos assim prosseguir com maior confiança a nossa tarefa de enriquecimento das artes marciais em geral e do Yoseikan Budo, em particular.

Conformada com a sua missão, a organização mundial WYF se esforça para acolher todos os praticantes que compartilham os valores morais e educacionais promovidas pelo meu pai. Ela trabalha em parceria exclusiva com a  Escola Mochizuki, dedicada à pesquisa técnica.

Meu pai disse que é importante viajar para abrir sua mente para compreender o mundo e os homens, especialmente os jovens. De minha parte, eu sempre considerei a nossa principal disciplina como um veículo de encontro e intercâmbio entre os homens e uma ferramenta de desenvolvimento de versatilidade e criatividade pessoal. Este é o ideal que eu continuei inabalável ao longo dos anos.

Eu fiz a minha parte de erros, mas também aprendi muito, tive a oportunidade de conhecer o mundo e todas as esferas de muitas pessoas boas. Entre todas essas pessoas bonitas, eu venho aqui para homenagear duas que na sua vida, trabalharam intensamente no sucesso conjunto: Sra. Ayako Mochizuki, mãe, esposa e Conselheira admirável do meu pai e Eliane MOCHIZUKI minha esposa, sem as quais o Yoseikan Budo e eu não seríamos o que nós somos. Elas sabem que eu estou ciente de quão sortudo eu sou em viver com elas.

Este aniversário me da à oportunidade de lembrar, de agradecer a todos aqueles que me acompanharam, encorajando, inspirando e continuam a fazê-lo, e em primeiro lugar, meu pai, que está por trás na origem dessa aventura sob a bandeira Yoseikan.

Hiroo MOCHIZUKI Soke da Escola Yoseikan